A ATL tem por objetivo congregar escritores e intelectuais de todas as vertentes, propugnar por todos os meios ao seu alcance pela difusão, resgate, promoção e conservação evolutiva da cultura, incentivando sempre a criação literária.
No dia 5 de março de 2005 às 19 horas no Auditório da Escola Liceu de Tauá “Lili Feitosa”, foi fundada a Academia Tauaense de Letras, naquele momento imortalizado 14 Cadeiras com os seus Patronos e respectivos Membros Fundadores.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

HISTÓRICO EPAMINONDAS FEITOSA

Epaminondas Feitosa Ferro
Patrono - Cadeira nº. 26

Nasceu em 18 de Novembro de 1881 no sítio Saco Virgem, município de Parambu.
Filho de Emiliano Ferreira Ferro e de Epifânia Estefânia Bandeira Ferrer.
Casado com Maria Soares de Carvalho Ferro de cujo matrimônio teve 15 filhos: dez homens e cinco mulheres.
Exerceu as funções de delegado de Cachoeirinha, hoje Parambú, por vários anos.
Desbravou a região circunvizinha (Serra das Balas, Serra da Baixa Verde, Serra dos Caliás e Serra do Saco Virgem), onde instituiu o plantio da Mandioca como principal fonte de renda para a região.
Costumava escrever suas crônicas através de manuscritos e os enviava para o seu irmão, Monsenhor Francisco de Assis Feitosa, vigário Geral do Crato, que se encarregava de publicá-los na “A VERDADE”, um periódico de propriedade da Diocese do Crato.
Perdeu a sua companheira vitimada de uma apendicite aguda, quando contava apenas 46 anos.
Permaneceu solitário, viúvo inconsolável até 1939 quando faleceu, acometido de uma pneumonia.
Foi chefe político da região, aliado á ala dos CONSERVADORES.
Deixou uma família organizada e respeitosa, com vários descendentes que se projetam na vida social, cultural, política, e empresarial da Região e do Estado.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

SONETO CÂNDIDO MEIRELES

PACIÊNCIA (Cândido Meireles, Tauá. In: "Sonetos Cearenses", 1938)

Irmã dos pobres, terna e doce amiga
Dos tristes, dos vencidos, dos descrentes;
Dos que um destino avesso desabriga
E andam na vida assim como desmentes.

Que a tua afável luz sempre me siga,
E as minhas dores mudas adormentes,
E eu sempre te abençoe e te bendiga,
Irmãzinha dos velhos e dos doentes.

Toda a razão do amor tu concretizas:
Quando o conforto espalhas entre os seres,
E as agonias fundas amortizas.

Tu, que de consolar nunca te cansas,
Bendita sejas sempre, só por seres
Semeadora eterna de esperanças.
Anamélia Mota

terça-feira, 29 de maio de 2007

DISCURSO JOÃO ÁLCIMO


João ÁLcimo Viana Lima

Membro - Cadeira nº. 05


DISCURSO PROFERIDO EM SESSÃO SOLENE DA ACADEMIA TAUAENSE DE LETRAS, EM 17/03/2007

Senhor Presidente da Academia Tauaense de Letras, Prof. João Geneilson Gomes Araújo.
Autoridades que compõem à mesa.
Confrades acadêmicos e confreiras acadêmicas.
Senhoras e senhores.

Cumpre-me o dever e, especialmente, a honra de recepcionar dois dos novos integrantes da Academia Tauaense de Letras: Antonio Viana de Carvalho, empossado na cadeira de nº 16, que tem como patrono o médico e ex-prefeito Alberto Feitosa Lima e; Carlos Gomes de Oliveira, empossado na cadeira de nº 33, que tem como patrono o jornalista e escritor Nertan Macedo.

Estamos imortalizando, portanto, dois profissionais, cujas credenciais estão vinculadas à produção cultural em nosso Estado. Antonio Viana, jornalista e radialista há 42 anos; e Carlos Gomes, músico desde a sua infância, delegado de polícia aposentado e advogado há 28 anos. De fato, o jornal e a composição musical estão inseridos na dinâmica das letras, que no âmbito de sua grandeza e de seu universalismo, sobrevivem às mudanças históricas e ao mesmo tempo em que não ficam adstritas aos tratados geopolíticos, têm como foco o anúncio e a denúncia de seu tempo e de seu espaço.

Antonio Viana, tauaense da Vila de Vera Cruz/Inhamuns, trata-se de um profissional laureado e detentor de títulos de cidadania de vários municípios cearenses; e Carlos Gomes, tauaense à época de seu nascimento e, posteriormente, parambuense com a emancipação do antigo distrito de Parambu, é autor de “Carlos Gomes – Exalta sua Terra” e compositor de dezenas de músicas.

Ambos, em meio ao universalismo de suas produções, optaram pelo enfoque municipalista. É notório que as colunas, os programas radiofônicos e a página eletrônica de Antonio Viana se estabeleceram como tribunas das causas municipais e que sua voz e suas letras diárias contextualizam o local com contextos maiores. E, vale ressaltar, Tauá, sua terra natal, sempre foi destacada em um espaço privilegiado de seus veículos de comunicação.

Carlos Gomes, por seu turno, escreve e canta a natureza, o folclore, as tradições, a educação e os amigos originários de seus dois municípios predileitos: Tauá e Parambu. A propósito, o ícone do Sertão dos Inhamuns, o Serrote Quinamuiú, foi, por ele, eleito o cartão de visitas de sua produção.

Antonio Viana, jornalista dos jornais Gazeta de Notícias, O Povo, Tribuna do Ceará e, atualmente, de O Estado e Carlos Gomes, produtor de quatro CD’s com músicas de sua autoria, passam, com méritos, a ser imortais, assim como o é o tauaense, músico e jornalista, Lulu Lima, o patrono da cadeira de nº 5 desta Academia, a qual tenho a honra de ser seu integrante. E por falar em Lulu, recorro à letra de uma composição do tauaense João Castelo: “ Sua voz, suas rimas e a sua canção e as rosas que você cantava hoje choram no salão. Que saudades Luiz, que saudades de seu violão”.

Diletos Antonio Viana e Carlos Gomes, senhoras e senhores, ao concluir esta saudação, afirmo com a subjetiva convicção inerente ao poder e à cadência dos jornais e das músicas:

- Qui cantat scribt bis (Quem canta escreve duas vezes);
- Qui scribt bis cantat (Quem escreve canta duas vezes).

Muito obrigado!

sábado, 26 de maio de 2007

SONETO F. CLOTILDE

REMINISCÊNCIA (F. Clotilde. A Estrella maio de 1918)

Era sempre ao sol pôr... Milhares de boninas
E rosas em botão, cravina multicores,
Junquilhos delicados e outras muitas flores
Eu reunia feliz para as aras divididas.

E que aroma sutil; nas horas vespertinas.
A linda primavera – a quadra dos amores –
Espalhava a sorrir, enquanto as pequeninas
Nuvens d’ouro, no azul, refletiam fulgores.

Como eu relembro agora aqueles belos dias!
O sino a bimbalhar... As doces litanias,
O trono envolto em luz, o incenso, a Mãe bendita...

Hoje o que se seduz? O mesmo céu é triste
E dentro de minha alma apenas subiste
Da aventura fugaz a saudade infinita.
Anamélia Mota